Perspectivas Econômicas

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Sinais de progresso, em meio a desafios de curto prazo

Embora a Europa e os EUA estejam enfrentando novas ondas de Covid-19, o desenvolvimento de vacinas está progredindo e a crise pandêmica provavelmente terminará em 2021. No Brasil há sinais de desaceleração na propagação do vírus, e os riscos de segunda onda parecem contidos, pelo menos por ora.

O risco fiscal, no entanto, permanece elevado, e deve seguir assim especialmente até a aprovação do Orçamento de 2021. Esperamos déficits primários de 11,7% do PIB em 2020 e de 2,5% do PIB em 2021. O primeiro trimestre do ano deve contar com uma redução do auxílio emergencial e gastos dentro do teto. As incertezas em relação ao financiamento de gastos sociais, na ausência de consenso político, englobam cenários de possível flexibilização do regime fiscal.

A atividade econômica continua em processo de recuperação. As projeções de crescimento do PIB é -4,1% este ano e de 4,0% em 2021.

As Incertezas fiscais devem continuar

As estimativas de déficit primário de 11,7% do PIB (R$ 850 bilhões) em 2020 e de 2,5% do PIB (R$ 200 bilhões) em 2021. O impacto fiscal das medidas de combate aos efeitos do corona vírus neste ano deve ser de 8,6% do PIB (R$ 625 bilhões). Em 2021, a incerteza em relação ao cumprimento do teto de gastos deve permanecer até março, quando esperamos que o Orçamento do ano seja aprovado.

Até lá, esperamos que o teto de gastos seja respeitado. Em particular, o primeiro trimestre do ano deve contar com uma redução do auxílio emergencial. O novo montante deve permitir uma transferência de R$ 250 para cerca de 22 milhões de famílias, ao custo mensal adicional ao Bolsa Família de R$ 2,7 bilhões. A dívida bruta deve alcançar 92% do PIB em 2020 e 87% do PIB em 2021, ante 76% do PIB em 2019.

Atividade econômica: recuperação continua, e setor de serviços deve contribuir positivamente nos próximos trimestres

Os dados recentes confirmaram a recuperação significativa da atividade econômica no 3T20, principalmente no setor de bens (produção industrial e comércio). Para 2021, as projetamos crescimento estão entre 3,5% e 4,0%. O consumo de serviços, que ainda vive recuperação lenta, deve ganhar tração à medida que a epidemia desacelera e o isolamento social recua.

Projeções de taxa de desemprego para 15,3% ao final deste ano, e 15,3% ao final de 2021.