Jornalismo no Brasil virou profissão perigo

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por Nilton Ramos*

Ivonaldo Batista foi executado covardemente com onze tiros. Foto: via41.com.br
Radialista Ivonaldo Batista executado com onze tiros. Foto:  via41.com.br

A escalada da violência no Brasil não para. Os índices conseguem bater dados internacionais de países em confronto, onde há, principalmente, ações de terroristas, entras outros.

O historiador e radialista Ivonaldo Batista dos Santos, 48 anos, é mais um jornalista que entra para a lista dos profissionais de imprensa exterminados, muito provavelmente, por motivos ligados à sua profissão.

Ivonaldo foi covardemente executado por volta de 8h da noite de sexta-feira, na cidade de Itamaraju/BA por dois homens que usaram uma bicicleta quando chegava no Colégio Modelo ‘Luiz Eduardo Magalhães’, no bairro Jaqueira, onde funcionam cursos de pós-graduação da UNEB.

O radialista iria se matricular em um dos cursos de especialização da escola, quando foi surpreendido, não teve chance de reação, ou de defesa.

A vítima apresentava diariamente na Rádio Extremo Sul AM de Itamaraju, de 8h às 9h, o programa Bom Dia Cidade.

A Polícia Civil investiga a execução, e nenhuma hipótese é descartada. Mais cedo, Ivonaldo Batista chegou a ser seguido, observado de perto por pessoas ainda não identificadas, em um carro, e como o radialista usava muito o transporte coletivo para se locomover, possa ter provocado mudança nos planos do assassinato do historiador.

Ivonaldo Batista dos Santos era bastante popular na cidade de Itamaraju, foi servidor da Câmara Municipal de Vereadores, e irmão do advogado trabalhista de destaque na região, conhecido por Agileu Batista, que segundo a própria polícia, também é procurador do Município de Jucuruçu.

A DEPOL do Município onde o jornalista e professor foi executado, como as investigações ainda estão no início, por cautela, não descarta nenhuma hipótese que levaram ao assassinato do radialista, que também era membro da Igreja Batista daquela cidade baiana. Se tentativa de roubo, vingança, crime passional, ou mesmo por ligação com o exercício de sua profissão de jornalista.

O jornalismo, político e, principalmente o investigativo, faz tempo, se transformou em exercício de alto risco, em profissão perigo.

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