Correios prestam serviços cada vez mais precários

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por Nilton Ramos*

Como meta do Governo voltar com o Brasil aos trilhos, depois de tanta atrapalhada e em plena Operação Lava-Jato, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, o primeiro passo foi dado tardiamente, com o anúncio da redução nos Ministérios [corte de dez].

Entretanto, não se noticiou o Planalto para quando será essa redução ministerial, ainda caberia mais, pois, são muitos os servidores ociosos, que oneram o Tesouro Nacional em detrimento da sociedade brasileira.

O mais provocador de tudo isso, é que a presidente Dilma Rousseff afirmou que não viu o limiar da crise. Um atestado de incompetência administrativa, o que denota má-gestão.

Nenhuma área pública deste Governo é digna do merecimento de se salvar. Pelo contrário, todos carecem melhoria da qualidade administrativa e de gestão.

Os serviços públicos oferecidos ao cidadão é um dos piores do mundo. Paga-se muitos impostos e se tem de menos.

Notório também que dirão que o número de servidores públicos é insuficiente. Concordamos, mas não em todos os setores.

Hoje nos reportemos aos serviços prestados pela ECT [Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos].

Pode parecer paradoxal, mas quanto menor a cidade, pior é o serviço. O consumidor é obrigado a permanecer nas dependências dos Correios por mais de 60 minutos, nas filas, desconfortável, quase que ignorado.

Para ilustrar, citamos como exemplo, agência dos Correios de Inhapim, cidade localizada no Leste de Minas Gerais.

Aqui, são quatro guichês. Sendo que um destes é utilizado somente para embalagens de mercadorias e/ou encomendas, mas que raramente é ocupado permanentemente.

O outro em funcionamento era exclusivamente para depósito em dinheiro.

Os outros dois guichês não eram ocupados por nenhum servidor, apesar de necessários para o bom andamento do serviço exigido seja eficiência e de qualidade.

Logo, há falha na prestação de serviço, e as consequências, pra variar, atingem o consumidor, pois, com a demora na dinamização dos atendimentos, cidadãos vão chegando e aumentando o número de pessoas a espera do chamado.

No caso em questão, foi contratado o serviço de postagem de carta ou encomenda por AR [Aviso de Recebimento] para a vizinha cidade de Caratinga.

É de ficar estupefato, porque segundo atendente a encomenda só chegará ao seu destinatário na segunda, ou terça-feira, dia 1 de setembro. E ainda cobra-se pelo serviço precário, R$7,55.

O mais escandaloso em tudo isso, é que Inhapim é município separado de Caratinga por pouco mais que 30 quilômetros.

Imagem do Google mostra a distância que separa Inhapim de Caratinga.
Imagem do Google mostra a distância que separa Inhapim de Caratinga.

Vão dizer que se havia pressa, que deveria ser contratado o Sedex, que é um serviço mais caro, prestado pelos Correios.

Para se ter uma noção exata do preço abusivo cobrado pelos Correios, serviços públicos e necessários, de exclusividade da ECT, se o consumidor não estiver com envelope adequado, agência não lhe oferece condições de opções.

Para o tipo do serviço em discussão, apenas está disponível um envelope de plástico, ao valor de R$2,80.

Mas se o consumidor deixar seu posto, depois de esperar por horas para atravessas a via pública e comprar envelope em uma papelaria, onde é muito mais barato, volta-se à estaca zero, e será novamente submetido ‘ao famigerado chá de cadeira’ ou pior, transformado em um poste humano.

Consumidor submetido 'ao chá de cadeira' ou transformado em um poste humano.
Consumidor submetido ‘ao chá de cadeira’ ou transformado em um poste humano.

Resumindo: Serviço Público e seus empregados tem muito que ser aperfeiçoado, e os direitos do consumidor mais difundidos entre os prestadores de tais serviços.

Nilton Ramos
Bacharel em Direito; Pós-Graduado em Direito do Trabalho Lato Sensu; humanista e fundador-presidente da ONG CIVAS – BRASIL.

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