Confiança da indústria registra leve alta julho, mostra FGV

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Employees work in the packaging section at the Playmobil Malta factory in the Hal Far Industrial Estate outside Valletta April 11, 2014. Playmobil is celebrating its 40th anniversary in 2014 and is produced by the German company Geobra Brandstaetter GmbH. Picture taken April 11, 2014. REUTERS/Darrin Zammit Lupi (MALTA - Tags: BUSINESS ANNIVERSARY EMPLOYMENT INDUSTRIAL SOCIETY)

Após cinco quedas consecutivas, o Índide de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 1,5% em julho, em comparação a junho, ao passar de 68,1 para 69,1 pontos, o segundo menor nível da série histórica. O aumento ocorre após as quedas de 1,6%, em maio, e 4,9%, em junho.

A alta foi observada em sete dos 14 principais segmentos acompanhados pela pesquisa e foi determinada pela melhora das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas (IE) avançou 3,2%, após cinco quedas consecutivas, quando acumulou perdas de 23,6%. O índice de 67,9 pontos de julho representa o segundo menor valor da série.

Quanto mais baixo o índice em relação a 100 pontos, maior é o pessimismo das empresas da indústria quanto à situação atual e à intenção de novos investimentos. A alta de julho representa um leve impulso no otimismo da indústria.

Segundo o superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Aloisio Campelo Jr., no âmbito das expectativas, o avanço do Índice de Expectativas é bem-vindo, “mas de magnitude ainda insuficiente para ser identificado como uma reversão de tendência, após cinco quedas consecutivas”. Campelo acrescentou que a evolução do Índide de Confiança da Indústria em julho é mais facilmente analisada “de forma desagregada de acordo com o horizonte de tempo”. De acordo com o superintendente, em relação ao momento presente, a indústria continua avaliando “de forma extremamente desfavorável o ambiente de negócios”.

O quesito de produção prevista foi o que mais contribuiu para a alta da expectativa, após cinco quedas consecutivas: o indicador de julho avançou 7,4% sobre o mês anterior, atingindo 91,5 pontos. A proporção de empresas prevendo aumentar a produção nos três meses seguintes aumentou de 14,2% para 18,5% de junho para julho. A parcela das que esperam reduzir a produção caiu de 29% para 27% no mesmo período.

O Índice da Situação Atual (ISA) ficou praticamente estável ao recuar 0,1% em relação ao mês anterior, de 70,4 para 70,3 pontos. A principal contribuição negativa foi a do indicador que mede o equilíbrio do nível de estoques na indústria. Neste quesito, a proporção de empresas que avaliam o nível de estoques atual como excessivo aumentou de 17,2% para 18,7%. A parcela de empresas que o consideram insuficiente diminuiu de 1,6% para 1,5%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada – que mostra o grau de ociosidade da indústria – ficou estável de junho para julho, em 78,2%, o menor patamar desde abril de 2009, quando registrou 78%.

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