Brasil mergulhado numa crise financeira e moral leva PPS a convocar executiva para discutir conjuntura política nacional

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por Nilton Ramos*

Mesmo que não sejamos capacitados em economia, administração e muito menos filiados quaisquer siglas partidárias, acredito sinceramente, que qualquer homem médio seja capaz de entender que o Brasil está mergulhado em uma de suas piores crises.

Financeira e moral, por conta de uma má-gestão do Governo PT/PMDB que se ocupará do Poder por quase duas décadas.

Reservemo-nos aos fatos atuais, sem nos esquecer, todavia, do passado recente, com o famigerado caso ‘Mensalão’ que sensibilizou o país, levando a inédita transmissão ao vivo de um julgamento do Supremo Tribunal Federal [STF] dos acusados de corrupção.

Alcançamos as operações Lava Jato, divididas em várias fases pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Dezenas de empresários e políticos presos por desvio de dinheiro da Petrobras, que derrubou toda a diretoria, entre eles, a mineira de Caratinga, Graça Foster.

O juiz Sérgio Moro tem decretado prisões várias a pedido da PF e MPF. E milhares de reais já foram repatriados aos cofres públicos brasileiros, de muitos outros ainda distribuídos por paraísos fiscais por essa organização criminosa, aglutinando ramificações de diversos tentáculos.

A operação Zelotes, provocada pelo fisco brasileiro, envolvendo servidores da Receita Federal e de seu órgão controlador.

O BNDES também é outra instituição na mira da PF e do Ministério Público.

Há o processo administrativo que julga as contas da presidente Dilma Rousseff, no Tribunal de Contas da União [TCU] por suas pedaladas fiscais. Aqui, um comportamento absurdamente violador legal: Este governo tomou empréstimo do Banco do Brasil, instituição pública, e justamente para cobrir seus próprios gastos, porque gastou mais do que arrecadou.

No Parlamento há CPI’s até da CBF, depois que o FBI prendeu até agora sete dirigentes esportivos acusados de ilícitos financeiros, entre eles, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, porque todos usaram instituições financeiras norte-americanas como rota de propina nas escolhas de sedes de Copas do Mundo, direitos exclusivos de transmissão esportiva pela FIFA, e até da Copa do Brasil.

Cadê a crise moral? Ainda precisa mais? E a financeira? Ela se explica como consequência da corrupção e má-gestão do Governo.

Gastou-se muito além do que podia, para uma receita muito inferior. E agora tenta impor tudo aquilo que afirmava em campanha eleitoral de 2014 não faria: Ajuste Fiscal; programas sociais [Seguro Desemprego, Aposentadoria].

A oneração dos empreendedores que tem como uma de várias consequências, o fechamento de centenas de postos de trabalho acaba afetando a parte mais fraca desta relação, o trabalhador, demitido e sem poder honrar compromissos, até mesmo os básicos.

A produção, por exemplo, nas indústrias automobilísticas estagnou-se. Há demissões; férias coletivas e promoções que tentam atrair consumidores para os veículos que abarrotam seus pátios.

O PIB [Produto Interno Bruto] de ‘pibinho’, negativo, ficou de ponta a cabeça. Está tudo desacelerado. Menos a inflação.

A crise não é mundial, é brasileira. Nossos votos nas urnas em tempos eleitorais são os responsáveis por boa parte de tudo o que acontece.

Mas sofremos todos juntos e pagamos pelos erros de outrem. Que elegeram e reelegeram um Governo que pratica uma má-gestão.

Brasil sediou uma Copa do Mundo e o seu legado, pagamos todos. O Mundial vencido estranhamente pela Alemanha ainda tem obras que deveriam ter sido usadas [segundo programa] em 2014 sem a sua conclusão. Arenas que custaram bilhões sem utilidade alguma, estão no meio do nada. Todavia, sua manutenção gera gastos, algumas de meio milhão de reais/mês.

Mas não acabou. 2016 também tem mais pão e circo. As Olimpíadas do Rio de Janeiro. Duvidam que o legado seja parecido com o da ‘Copa do Fiasco?’

Não adianta perguntar se alguém vai pagar pra ver. Porque a resposta é positiva. Todos nós já estamos pagando. E essa dívida perdurará por um bom tempo e em detrimento da coletividade, que continuará sem educação, saúde, transporte de qualidade; sem segurança pública, índices de violência nas alturas. Retrocedemos, pois.

Estaríamos como um barco à deriva? O desgoverno faz reforçar ainda mais outras formas de Governo, ao invés do presidencialismo. Falam no Militarismo e no Parlamentarismo, porque o que praticamos hoje é uma pseudodemocracia. Na lei do manda quem pode, obedece quem tem juízo.

O PPS [Partido Popular Socialista], presidido pelo deputado federal Roberto Freire convocou para este dia 14, reunião da Executiva Nacional para entre outros assuntos, discutir a conjuntura política.

Servidores Públicos Federais do Judiciário estão em greve. O Governo apresenta uma proposta de negociação muito aquém da pleiteada, quase 80%. Justa a reivindicação? A União usa como paradigma os mesmos valores e índices dos servidores do Executivo Federal, o que não é racional, porque equipara todos os diferentes níveis de servidores.

Como terminará essa querela? Como negociar quando os opostos estão tão distantes? Se concedido, para onde vai o ajuste fiscal? As contas do Governo?

Pacífico é que se faz necessário enxugar a máquina administrativa. Ela é gigantesca, gera gastos desnecessários, porque há departamentos e ministérios que não se justificam.

Se pretendermos voltar aos trilhos, o primeiro passo tem que ser dado pelo Governo, reduzindo consideravelmente os seus gastos. Outra forma não há. Insistir na mesma política que outrora condenaram, até que tomaram o Poder é se juntar à Grécia. Agora ocupam a mesma cadeira. Prometeram fazer diferente. Então façam.

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