Eu mereço!

Você merece ser feliz!

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É fácil repetir essas palavras, mas muito difícil encarna-las. Isso acontece em razão das muitas crenças conflitantes que existem dentro de nós. Mas qual a razão de alguém não se sentir merecedor das coisas boas que a vida lhe reserva?

Culpa e uma visão errada de Deus; uma crença de que existem pessoas melhores que ela… Enfim, sempre existe uma desculpa para nos sentirmos não merecedores das coisas que almejamos.

Hoje, levantei cedo, fui até o quintal e percebi que a manhã estava maravilhosa.  O sol sobre a grama, o céu azul sem nuvens, o dia claro, os pássaros cantando, a brisa suave trazendo o exalar das flores… Eu mereço isso, mas me apercebi que isso não é apenas para mim, mas pra todos muito embora nem todos percebam.

Na visão cristã Deus criou todas as coisas e as entregou aos homens. Sendo assim, eu posso ter, desejar, obter e não preciso me sentir culpado por isso.  O único limite para o “eu mereço” é aquilo que pertence ao outro.

Mas em que se fundamenta a sensação de não merecermos?

Acredito que em grande parte numa crença errada sobre Deus e sobre o que ele quer de nós. Na concepção  religiosa predominante, Deus é uma pessoa com sentimentos tais como um ser humano. Que se torna irado, magoando-se, entristecendo-se, alegrando-se e, portanto, castiga de acordo com seu humor volúvel frente ao comportamento humano.

E essa instabilidade emocional de Deus exposta nas concepções doutrinárias religiosas são associadas a uma interpretação de que os “problemas da vida” são castigos da divindade insatisfeita. A conduta moral é constantemente bombardeada de “faça isso” ou “não faça aquilo” induzindo as pessoas a viverem buscando encontrar em suas vidas justificativas para culpa e, consequentemente, a sensação de que não merece o bem e sim o mal que lhe acontece.

Deus não é homem. Se Ele fosse tão vulnerável às emoções não se podia Confiar Nele.  Deus é LUZ, PODER, AMOR, FORÇA, PERFEIÇÃO, MISERICORDIA, enfim, suas melhores descrições são de qualidades abstratas que não são comuns à humanidade.

E, portanto, nossos erros e imperfeições não afetam Deus. O AMOR incondicional não impõe condições de nenhuma espécie. A Graça nunca exige nada em troca senão seria um negócio. Portanto, eu mereço ser feliz, ser amado, ser próspero… Eu mereço tudo o que possuo. Eu aceito receber o bem, receber o amor, a paz, a felicidade. E, as dificuldades não  são “castigos” mas  “professores” que nos mostram o que erramos e que precisamos corrigir para continuar gozando tudo o que nos merecemos.   Encha seu coração de gratidão pelo que já recebeu. Sinta que merece o que recebe de bom e o que vai receber. E saiba que  merecemos o que é bom desse mundo e precisamos do que julgamos mal para nos continuar aperfeiçoando para recebermos coisas ainda melhores.

Wemerson Marinho

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