Assassinos !!!

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R$1 milhão em medicamentos perdidos por negligência. Foto: VG Notícias

por Nilton Ramos*

R$1 milhão em medicamentos perdidos por negligência. Foto: VG Notícias
R$1 milhão em medicamentos perdidos por negligência.
Foto: VG Notícias

Inaceitável ! Assassinos ! Genocidas ! Criminosos ! Não se enganem, há centenas de outros adjetivos que se encaixariam perfeitamente aos políticos, prefeitos responsáveis, entre outras obrigações, zelar pelo direito fundamental do cidadão, a saúde, de acordo com a Constituição Federal de 1988, e simplesmente não o fazem.

O Governo do PT-PMDB que está no Poder há quase duas décadas é apontado pelos seus apoiadores que elegeu como maior de todas as prioridades, a saúde.

Da teoria à prática, diante do quadro concreto que presenciamos hodiernamente, afirmamos categoricamente que esse [des]Governo não passa de um falastrão, um mentiroso dos piores, afinal, são muitos os calcanhares de aquiles do Executivo Nacional, primeiro com Luiz Inácio Lula da Silva, agora, com Dilma Rousseff, mas certamente a má-gestão na Saúde é um dos desajustes dos comandantes no Planalto Central.

Quando faltam verbas ou medicamentos para distribuir aos Estados e Municípios, outros fatores são constatados, como os de agora, políticas mesquinhas, rixas políticas, criminosas superam, em detrimento do povo, os comandos da CRFB/88 e dos direitos humanos, que nos são usurpados dolosamente.

Essa semana notificado o vencimento, com o prazo de validade de mais de R$1 milhão de reais em medicamentos [400 mil] na cidade de Várzea Grande, Mato Grosso.

A cara de pau do ex-prefeito, Wallace Guimarães [PMDB] disse que apoia a investigação que já está em curso.

Atual prefeito da cidade herdou do prefeito anterior uma grande quantidade de medicamentos, a grande maioria já com prazo de validade vencido, e mal-acondicionados, em depósitos que não respeitam as recomendações científicas.

Enquanto isso, pacientes que carecem do falido Serviço Público de Saúde dão com a cara na porta, quando ao procurar Unidades de Saúde não conseguem nem mesmo a famigerada dipirona, muito menos, medicamentos de uso contínuo e de controle. Quando há, em pequena quantidade, e que não atende a demanda do povo carente, de classe baixa e média, maioria da população brasileira.

Aliás, a CRFB/88 estatui que todos os cidadãos tem direito à dignidade, à saúde, e isso não exclui os da classe alta. Seria discriminação. Mas, como sua capacidade econômica é melhor do que a maioria absoluta de brasileiros,  são protegidos pelos Planos de Saúde, pelos serviços privados. Porque entregariam seu bem mais precioso, a vida, a esse sistema falido, mal gerido não apenas pelo atual governo, mas dos anteriores também, que já assumem a cadeira de ‘chefe do Executivo’ preparando as estratégias para a sua reeleição, ignorando por completo os anseios da população, e as mazelas do povo.

No Congresso Nacional discute-se tanto a redução da maioridade penal, penas mais severas para crimes brutais, e agora surge um ‘carniceiro’, eleito pelo voto popular que teve a coragem de propor e/ou defender a pena de morte do bebê ainda no ventre da mãe, segundo ele, com ‘tendências’ criminosas…

Como encarar delirantes e diabólicos pensamentos como este? Repudiar esse parlamentar, rebatendo sua posição, seus projetos, ou liderar uma campanha contra esse cidadão de infeliz iniciativa?

Sinceramente, esse ‘cara’ não merece que percamos nosso tempo nem mesmo colocando seu nome aqui neste jornal, porque nos igualaríamos a ele.

Defendemos a vida. A sua preservação no sentido amplo. Não o extermínio do homem, do filho de Deus.

Nos compete encontrar soluções que toquem o coração do homem e dos líderes políticos; cada um de nós fazer bem, o seu papel, combatendo a violência, a corrupção, acima de tudo e ensinar, já nas escolas, o respeito à natureza.

Não é pregando o ‘olho por olho…’ que alcançaremos a paz. Pelo contrário. Violência gera mais violência. Quantos mais exemplos teremos que testemunhar para entendermos que esse não é o caminho? Duas grandes gerras mundiais, com milhões de judeus, armênios, e outros povos exterminados da face da terra por conta da intolerância diabólica humana, tomada pela sede do poder material já não são o bastante.

Vivemos ainda em guerras. Noticiários em tempo real colocam em nossa casa os atos extremos de violência diária em todo mundo. Ainda temos a nossa própria guerra interna, dentro de cada um de nós. Temos que vencê-la.

É a guerra do preconceito. Do racismo. Da intolerância religiosa. Sexual. Social. Será que seguiremos sujos por essa lama do mau que entristece nosso Criador?

Ele não mudou. É o mesmo de ontem, de hoje e será também o mesmo amanhã. Defensor do amor, da justiça.

Enquanto os parlamentares defendem propostas como a redução da maioridade penal, da pena de morte para bebês ainda no ventre da gestante, por que não tratam de modificarem a lei dos crimes hediondos, tornando atos como esses, objeto do tema de hoje de nosso artigo, integrantes da norma retromencionada?

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