A menina e o mundo

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Seu desejo de novas experiências e de novos caminhos era tão grande que o mundo se abriu. Pulavam em todas as direções propostas, oportunidades, pessoas, culturas variadas e diversificadas. Ela abria a porta para todas, experimentava, rodopiava com elas, aprendia e as deixava ir caso desejassem.
Sua casa tornou-se referência para o eclético. Seu coração e sua mente havia abolido definitivamente as barreiras das convenções sociais e dos julgamentos. Ela sorria, vivia, libervivia. Ela sonhava, movia, agradecia. Ela aproveitava da vida cada experiência e sensação como uma oportunidade de conhecer o mundo dos homens e de Deus.
Vivendo assim, ficou rica. Milhões de histórias, vários tipos de sorrisos, conhecidos sempre prontos para estender-lhe as mãos, amigos por toda parte. Colecionava lugares, culturas e saberes. Comprava amizade e amor próprio com a moeda mais valiosa: o tempo. Dedicava-se a si e aos outros, sabia investir qualidade no olhar para si e no lidar com o outro.
O medo e a ansiedade tentaram assaltá-la, mas ela se tornara sábia, sabia bloquear esses salteadores.
E o mundo, tão grande e convidativo, entendeu que o interior daquela menina era tão desejoso de vida que talvez ela, na sua pequenez, pudesse acrescentar-lhe muito mais cor, movimento e transformações e torná-lo ainda maior e mais bonito.

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