Trump classifica como sábia a decisão de Kim Jong-un de descartar ataque a Guam

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(COMBO) This combo of file photos shows an image (L) taken on April 15, 2017 of North Korean leader Kim Jong-Un on a balcony of the Grand People's Study House following a military parade in Pyongyang; and an image (R) taken on July 19, 2017 of US President Donald Trump speaking during the first meeting of the Presidential Advisory Commission on Election Integrity in Washington, DC. Nuclear-armed North Korea mocked President Donald Trump as "bereft of reason" on August 10, 2017, raising the stakes in their stand-off with an unusually detailed plan to send a salvo of missiles towards the US territory of Guam. / AFP / SAUL LOEB AND Ed JONES

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu hoje (16) em sua conta no Twitter, que o líder norte-coreano Kim Jong-un teve uma “atitude sábia” ao anunciar a decisão de não atacar a ilha de Guam, no Oceano Pacífico, onde os Estados Unidos têm uma base militar.

O líder norte-coreano afirmou ontem (15), após uma análise do plano de lançamento de mísseis contra a ilha, que irá esperar e avaliar as ações do governo americano antes de ordenar um ataque.

“Kim Jong-un, da Coreia do Norte, tomou uma decisão muito sábia e bem fundamentada. A alternativa teria sido catastrófica e inaceitável!”, escreveu Trump.

Hoje (16) o Japão e os Estados Unidos realizaram manobras aéreas com bombardeiros na região sudeste da península coreana, no mar do Sul da China, com dois caças japoneses F-15  e dois lança-mísseis B-1B norte-americanos.

De acordo com um boletim encaminhado à imprensa pela Força Aérea dos Estados Unidos, os lança-mísseis americanos decolaram da Base de Andersen, na ilha de Guam, e se juntaram aos caças japoneses para as manobras militares.

No comunicado, a Força Aérea americana destaca que os voos de treinamento com o Japão demonstram a solidariedade e a determinação que ambos os países compartilham “como aliados para preservar a paz e a segurança na (região) Indo-Ásia-Pacífico”.

Na semana passada, após um comentário de Donald Trump de que atacaria a Coreia do Norte com “fogo e fúria”, e depois de o país receber sanções do Conselho das Nações Unidas, Kim Jong-un anunciou ter um plano para atacar a ilha de Guam e que estaria pronto para realizar o ataque ainda em agosto.

A escalada de tensões levou a Alemanha e a China a pedirem cautela ao governo americano e que os dois lados pudessem optar pelo diálogo ao invés da retórica agressiva.