Não construam mais grandes templos

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Eu fico impressionado com o grande número de templos faraônicos que as igrejas evangélicas estão construindo em nosso país. Aqui, no Vale do Aço todo dia finalizam ou iniciam uma obra para igrejas e cada obra custa milhares de reais vindos do dizimo dos fiéis.

Eu não sou contra a construção de grandes templos,  sou contra deixá-los ociosos. Se não for para tirar o maior proveito dos templos, para que construi-los? As igrejas deveriam estar pensando em usar estes templos para dar cursos profissionalizantes para as pessoas da comunidade onde ela está inserida, investir nas suas ovelhas não só espiritualmente como também materialmente.

É um absurdo passarmos frente aos templos do Vale do Aço e Brasil e todos estão fechados durante todo o dia. Investem milhares de reais na construção de templos para depois ficarem ociosos? Eu sugiro que as igrejas evangélicas usem melhor este patrimônio para beneficiar os fiéis pela contribuição que eles dão na construção destas babilônias.

Há pastores muito preocupados com templos bonitos, grandes, com ar-condicionado, em locais privilegiados  e se esquecem dos vários membros que estão passando necessidades dentro da própria igreja.

Pra que serve o dízimo? Com certeza não é só para construir grandes templos!

É necessário que os membros das igrejas comecem a questionar e participar ativamente na administração dos dízimos de suas igrejas. Questionem, peçam relatórios… Busquem transparência…

É impossível negar que as igrejas são empresas e deveriam ser administradas como tal. Todo o ano deveria ser feito um orçamento participativo para que seus membros pudessem votar e discutir as principais necessidades e anseios da igreja e sua comunidade. Assim a Igreja aprovaria e fiscalizaria a execução deste orçamento anual com prestação de contas pública ao fim de cada ano.

É necessário mais transparência na Gestão dos recursos de nossas igrejas.

Sejam imitadores de Cristo ou então…

 

Texto originalmente escrito e publicado em 15 de abril de 2007 e publicado no antigo Blog do Marinho.